História

Sample ImageA origem recua à pré-história, sobretudo à Idade do Bronze, altura em que se terá instalado aqui uma comunidade. Deste período já foram identificados vestígios cerâmicos e uma espada de cobre.

Na época romana o povoado Ter-se-á desenvolvido sobretudo pela encosta sul.

Durante o Séc. XII, com o repovoamento da região de Riba Côa por parte da Coroa Leonesa, a povoação reanima-se. Afonso IX de Leão concede-lhe a primeira Carta de Povoamento. Mais tarde, em 1297 é integrada no território português pelo Tratado de Alcanizes. D. Dinis confirma o anterior Foral e efectua obras de restauro na fortificação, construindo uma torre de menagem a dossada à cidadela primitiva.

D. Manuel intenta dar-lhe um novo desenvolvimento, atribuindo-lhe novo foral em 1510, de forma a motivar o seu repovoamento.

Na representação feita por Duarte D´Armas (1509), observa-se que o arrabalde já se tinha desenvolvido e a cerca medieval apresentava já avançado estado de ruína.

O conselho de Vilar Maior foi extinto em 1855, a par do de Sortelha.

 Sobre Arrifana do Côa diz-se que quando um exército francês ali esteve acampado lhe roubaram o cofre da povoação.

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DADOS GERAIS

Padroeiro: São Pedro;
População: 200 habitantes;
Eleitores: 189;
Actividades Económicas: Pecuária, agricultura e comércio;
Gastronomia: Cabrito assado, peixe do rio frito, filhós;
Artesanato: Cadeiras, vassouras, assafates;
Colectividades: Associação de Desenvolvimento, Santa Casa da Misericórdia (Centro de Dia);
Ecologia: A povoação é atravessada quase pelo meio pelo Rio Cesarão, correndo também nos seus limites a ribeira de Alfaiates-(pesca e natação).

Informação:

Queremos dinamizar a página de Vilar Maior. Dado as dificuldades de o fazer a partir do computador instalado na sede da Junta (extremamente lento), solicitamos a todos os conterrâneos a sua colaboração.
Esta página pode ser a forma de todos nós podermos comunicar e trocar informação.
Neste sentido, pedimos a todos os que tiverem páginas ou blogs na Internet, que nos enviem os respectivos endereços para através de links a eles aceder com facilidade.
Para já, faça a experiência e clique em:

http://vilarmaior1.blogs.sapo.pt

HERÁLDICA

Brasão


Brasão: escudo de prata, lanço de muralha com três arcos e duas torres, movente dos flancos, de púrpura, lavrado e iluminado de ouro; em chefe, flor-de-lis de azul; campanha ondada de três burelas de azul e prata. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco, com a legenda a negro: "VILAR MAIOR".

Bandeira: esquartelada de púrpura e branco. Cordão e borlas de prata e púrpura. Haste e lança de ouro.

Selo: nos termos da Lei, com a legenda: "Junta de Freguesia de Vilar Maior - Sabugal".

Parecer emitido pela Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses, nos termos da Lei nº 53/97 de 07 de Agosto, em 9 de Setembro de 1997 e publicado no Diário da República nº 284 de 10 de Dezembro de 1997. Os Símbolos Heráldicos da Freguesia encontram-se registados na Direcção Geral das Autarquias Locais com o nº 4/98 de 14 de Janeiro de 1998.

A HISTÓRIA

A povoação de Vilar Maior estende-se pela encosta de um elevado monte , o vale do rio Cesarão. A sua localização concede-lhe privilegiada situação geográfica e estratégica. Dista 22 kms da sede do concelho e igual distância de Vilar Formoso e da A25.

A sua origem poderá recuar até à Pré-história, em função de alguns achados avulsos, das características topográficas e pela existência de algumas grutas nas proximidades. O ponto mais elevado de Vilar Maior, concelho ( 770 m de altitude) foi ocupado por uma comunidade que recua à Idade do Bronze, da qual já foram identificados diversos vestígios cerâmicos e uma espada de cobre (exposta no Museu Regional da Guarda).

Na época romana, o povoamento local ter-se-á desenvolvido sobretudo pelas encostas. Os vestígios materiais encontrados resumem-se a algumas cerâmicas, mós, moedas e uma referência a mosaicos.


Com a chegada dos povos bárbaros e posterior invasão islâmica, ocorre um hiato nos relatos históricos e nos vestígios materiais da ocupação de Vilar Maior. De facto, não se identificaram ainda quaisquer provas documentais da presença sueva, visigoda ou árabe na região.

A povoação surge verdadeiramente entre o final do séc. XII e os inícios do século XIII, com os primeiros povoadores leoneses de Riba-Côa. Terá sido Afonso IX de Leão a encontrar a povoação desabitada e a conceder-lhe a primeira Carta de Povoamento. Em 1297, esta região foi integrada no território português pelo Tratado de Alcanizes.

D. Dinis confirma o anterior Foral e efectua obras de restauro no castelo e muralhas.

Vilar Maior empreende um novo movimento de restauro com D. Manuel, que em 1510 dá novo foral à povoação, de forma a motivar o seu repovoamento e desenvolvimento económico. Na representação do castelo de Vilar Maior, feita no século XVI, por Duarte D’Armas, observa-se que o arrabalde já se tinha desenvolvido e que havia três muralhas, estando a primeira linha defensiva exterior, já em avançado estado de ruína.

A aldeia sofreu ataques durante as Guerras de Restauração, obrigando a fortes medidas de defesa, dada a sua localização junto à fronteira. Mais tarde, as invasões francesas também provocaram várias devastações. Deste período, existem alguns canhões de artilharia, expostos no Museu Regional da Guarda.

O pelourinho, os antigos paços do concelho e a prisão anexa demonstram que esta povoação foi importante centro administrativo e militar. O concelho de Vilar Maior foi extinto em 1855, tal como o de Sortelha, sendo integrado no concelho do Sabugal.

Em 2005 foi descoberto o primeiro painel de arte rupestre do Alto Côa, junto ao Museu de vilar Maior, local onde até 1855 funcionaram os serviços municipais. Aguarda-se que os arqueólogos avancem com trabalhos de investigação.

PATRIMÓNIO E TURISMO

Na povoação de Vilar Maior encontra-se à disposição dos visitantes um amplo leque de testemunhos patrimoniais, de diversas épocas cronológicas. De entre o conjunto de elementos arqueológicos mais representativos enumeram-se alguns achados da Pré-História e da Época Romana, a maioria exposta no Museu local: machados pré-históricos, mós de vaivém, cerâmica manual, cerâmica romana, pesos de tear e mós circulares.

Mas, sem dúvida que Vilar Maior, possui uma quantidade maior de elementos patrimoniais datáveis do período medieval, dado o desenvolvimento incontestável que sofreu entre os séculos XIII-XIV.


O casario da povoação encontra-se actualmente disperso pela encosta e pelo vale do rio Cesarão, vigiado pelo altivo castelo do século XIII. De facto, de entre o seu património edificado destaca-se a fortificação militar situada no topo da povoação. A antiga cerca defensiva que rodeava o aglomerado, encontra-se hoje praticamente destruída, no entanto, resta ainda uma porta e alguns troços da muralha aos quais encostam as casas, como o Museu local. Na ombreira da porta da antiga cerca pode observar-se ainda uma inscrição medieval com a dedicatória e a data de construção – 1218.

Alguns outros elementos de interesse patrimonial na aldeia estão intimamente ligados com as necessidades e representações militares da povoação: a cisterna do castelo, o túnel da encosta do rio Cesarão, as calçadas, a Cruz de Cristo gravada num silhar e até um tabuleiro de jogo gravado num afloramento à entrada do castelo.


O pelourinho, os antigos paços do concelho e a respectiva prisão demonstram que esta povoação foi importante centro administrativo e militar. Neste edifício encontra-se hoje o Museu de Vilar Maior.

A ponte românica, os solares, o forno comunitário, as fontes de mergulho, as sepulturas escavadas na rocha e as atalaias defensivas são outros pontos de valor patrimonial da povoação.

O aglomerado encontra-se inserido numa região de profunda riqueza natural.

A par dos valores patrimoniais históricos e artísticos, Vilar Maior é também uma fonte de riqueza natural e paisagística.

Localizada entre duas ribeiras, no ponto de confluência com o Côa, possui uma qualidade paisagística excepcional.

Este valor natural é complementado pela existência de uma mata de carvalhal negral classificada, em torno da povoação.

FESTAS E ROMARIAS


Festa em Honra do Divino Senhor dos Aflitos - Realiza-se no 1º Domingo de Setembro, é a principal festa anual;

Festa de S. Sebastião - Comemora-se em Janeiro;


Feiras:

Feira anual de S. Bartolomeu.

MOVIMENTO ASSOCIATIVO

Associações Desportivas e Recreativas:
A Associação de Desenvolvimento promove intercâmbios com instituições congéneres tendo em Abril passado recebido um grupo de jovens franceses que desenvolveram em conjunto com jovens desta aldeia actividades culturais e desportivas.


Associações Culturais:
Promoção do património monumental da freguesia.

Associações Sociais:
A Santa Casa da Misericórdia de Vilar Maior para além das actividades religiosas inerentes à sua função tem em funcionamento um Centro de Dia, que apoia 12 idosos em regime de Centro de Dia e 11 em regime de apoio domiciliário nas freguesias vizinhas nomeadamente: Vilar Maior, Bismula, Aldeia da Ribeira, Batocas, Escabralhado, Aldeia da Ponte, Aldeia da Dona e Badamalos.

PODER AUTÁRQUICO

Principais Obras Realizadas:

- Recuperação do edifício da antiga Câmara Municipal onde hoje está instalado o Museu de Vilar Maior;
- Recuperação dos fornos comunitários, que depois de dezenas de anos em ruínas, voltaram a funcionar;
- Também existem instalações para o funcionamento do Posto de Turismo;
- Recuperação de um edifício em ruínas, antiga Escola Primária em Arrifana do Côa, lugar desta freguesia, onde hoje funciona um Centro de Convívio;
- Recuperação de algumas fontes de mergulho, destacando-se a que se encontra junto à Ponte Romana sobre o rio Cesarão;
- Pavimentação de todas as ruas de sede da freguesia;
- Pavimentação das ruas da anexa Arrifana do Côa;
- Requalificação urbana do Largo da Praça na sede de Freguesia;
- Estão a decorrer a muito bom ritmo, as obras de saneamento básico.


Prespectivas de Futuro
Obras Físicas:

- Conclusão das obras de saneamento básico na sede de Freguesia;
- Conclusão da pavimentação de todas as ruas, prevista para o Verão de 2008;
- Recuperação da Forja Pública de Arrifana do Côa;
- Aquisição e Recuperação do antigo moínho, movido a água, para integrar nos trilhos pedonais de Vilar Maior;
- Conclusão de um complexo desportivo, composto por: court de ténis e piscina, cujas obras decorrem actualmente;
- Requalificação urbana dos seguintes largos: Sr. dos Aflitos, Misericórdia, Pelourinho, Portas, Lages, Igreja Matriz, envolvente do cemitério das ruínas da Igreja de Santa Maria do Castelo e do Castelo de Vilar maior;
- Acções Culturais: Promoção e divulgação da aldeia através da realização de eventos que nos projectem a nível nacional.

Acções Sociais: Concretizar de um sonho que será a construção de um Lar de Terceira Idade em moldes diferentes daqueles que conhecemos na região.

Dificuldades: Ausência de motivação e incentivos para a fixação dos jovens, que continuam a fugir para o estrangeiro e para o litoral, o que faz com que a população residente seja na sua quase totalidade idosa. Esta "fatalidade" da Interioridade não tem merecido por parte do Poder Central, desde há muitos anos, uma vontade efectiva de mudar a situação.
Relativamente à Câmara Municipal, poderia aproveitar melhor a mais valia que esta aldeia é no desenvolvimento integrado do concelho.

MENSAGEM DO EXECUTIVO

É necessário e urgente que a situação de desrtificação humana que se tem acentuado nas últimas décadas se inverta, na freguesia, no concelho e em todo o interior do país.
Apela-se ainda aos particulares para que procedam à recuperação das moradias antigas que se encontram com elevada degradação principalmente na zona histórica da "vila".
Uma visita a esta aldeia será com certeza um momento de satisfação para quem visita e para quem é visitado.
Contamos consigo.
Pode contar connosco.

Actualizado em ( 19-Nov-2010 )